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Brutalista é como os arquitetos definem São Paulo, pois então vejamos:

São Paulo é cinza e com grades que descem até as soleiras com pontas agudas que não permitem o sono dos moradores de rua, moradores de rua que são higienizados por jatos de água, jatos de água que pouco higienizam as ruas, ruas com calçadas que mais parecem escadas de tantos degraus, degraus que bloqueiam o caminho do desatento pedestre, pedestre que deposita nas esquinas o seu lixo, lixo que é recolhido por descalços carroceiros, carroceiros que impedem a passagem de incontáveis carros, carros que com seus escapamentos tornam São Paulo cinza.

De cima dos seus arranha-céus a visão panorâmica que temos não nos mostra uma cidade acolhedora, mas vamos refinar esse olhar e procurar o detalhe.

Ramos de café e botões de algodão, esculpidos em metal, adornam as imponentes portas dos edifícios. Esculturas monumentais de diferentes estilos que criam a composição harmônica nas fachadas de Ramos de Azevedo. O canto quase hipnótico dos monges no Mosteiro São Bento. Os lampiões de gás que resistem ao tempo no Pateo do Collegio, onde tudo começou.

Como todos os caminhos levam ao Centro temos infindáveis pontos de partida. O singelo o simples e o belo na igreja de São Miguel Paulista. Os diferentes tons de rosa das cerejeiras em flor no Parque do Carmo. O olhar que transpassa as nuvens no Mirante de Santana. A ressignificação de um tenebroso lugar com o Parque da Juventude. O barquinho a navegar nas calmas águas da Guarapiranga. Cheiros, cores e formas do Jardim Botânico. A vibração da arquibancada no estádio do Pacaembu. O descanso contemplativo ao fitar o pôr do sol na Vila Madalena. Todos orbitando o marco zero da Praça da Sé.

São Paulo é dos paulistas nascidos em diferentes lugares.

O engraxate, que do seu local de trabalho, é testemunha da cidade a ser construída, destruída e reconstruída. A dona de casa, que com a vassoura na mão, lhe deseja um bom dia ao limpar sua sarjeta. A criança que, que se lambuza com seu sorvete, no domingo de sol. O skatista, que rala o seu joelho, nos desníveis do asfalto. O camelô, que com um olho no cliente outro no “rapa” estende o seu lençol. O trabalhador, que mesmo espremido no vagão do metrô, ainda mantem no olhar a esperança de dias melhores.

Sem nenhuma pompa ou circunstância e sem o medo de usar clichês podemos dizer algo sobre São Paulo: Os brutos também amam.

Marco Antônio


TEMAS / AUTORES


CENTRO DE SÃO PAULO, REFLEXÕES PARA O SEU FUTURO
Silvio Henrique Martins

PARQUE DOM PEDRO II
PÁTIO DO COLÉGIO
LARGO SÃO BENTO
PRAÇA JOÃO MENDES
VIADUTO DO CHÁ
Coradi

SÃO PAULO COMO EU VEJO
Ana Camargo

CHÁ & EMPADAS
IZOLINE
D. PEDRO II E A SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE S. PAULO
Thais Matarazzo

CAMINHANDO PELAS RUADE SÃO PAULO
Lúcia de Fátima Marques Peres

DADOS TÉCNICOS

TÍTULO: Vamos falar do centro de São Paulo II?
AUTOR: diversos
EDITORA: Matarazzo
IDIOMA: Português
ENCADERNAÇÃO: Brochura p&b. Papel pólen soft 80 gr/m².
ILUSTRADO: sim
FORMATO: 15,5 x 23 cm
PÁGINAS: 71
ANO DO COPYRIGHT: 2018
ANO DE EDIÇÃO: 2018
ISBN: 978-85-69167-94-2