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Obra mostra a influência de artistas luso-brasileiros na formação no cinema nacional e histórias de brasileiros que fizeram sucesso em Portugal

“Cá e Lá – O Intercâmbio Cinematográfico entre o Brasil e Portugal”, da editora Matarazzo, será lançado no Brasil no próximo dia 25 deste mês, na Casa de Portugal, em São Paulo. De autoria do pesquisador brasileiro Diego Nunes, a obra destaca a influência estrangeira na formação do teatro e cinema nacional. “São histórias riquíssimas e pouco conhecidas de artistas consagrados no Brasil na primeira metade do século 20. Apesar da popularidade de muitos, por vezes o público não conhece as origens de suas trajetórias artísticas”, explica o autor.

Lançado em junho em Portugal, o livro é dividido em três partes: a primeira aborda o surgimento do cinema brasileiro até a chegada do cinema falado; a segunda parte conta como o rádio influenciou o cinema falado e apresenta cerca de 40 biografias de artistas portugueses que trabalharam no cinema brasileiro, dos quais destacamos nomes famosos como Mesquitinha, Carmen Santos, Violeta Ferraz, Manuel e Abel Pera (pai e tio da atriz Marília Pera), Adriano Reyes, a cantora Vera Lúcia (eleita a rainha do rádio em 1955), Ivaná (a primeira travesti do teatro de revista brasileiro) entre outros. Na última parte, Diego Nunes conta a trajetória dos artistas que fizeram o caminho inverso, ou seja, os brasileiros que atuaram no cinema português. Sendo a atriz Cinira Polônio a primeira delas, no longínquo ano de 1896. Também relembra a ida ao velho mundo de atores como Procópio Ferreira, Anselmo Duarte e as comediantes Eva Todor e Berta Loran, além de relembrar as coproduções luso-basileiras.
“Muitos artistas brasileiros possuem grande fama em Portugal, alguns deles, como os comediantes Spina e Badaró, hoje são mais conhecidos por lá do que no seu próprio país de origem. Tanto que eles foram para lá para se apresentar por seis meses e nunca mais retornaram”, afirma Diego Nunes.

A obra foi resgata histórias de filmes e artistas estrangeiros, hoje pouco conhecidas. A comediante Violeta Ferraz, embora muito conhecida pelos fãs de cinema, tem uma trajetória artista pouco conhecida antes da incursão cinematográfica, tendo começado a carreira ainda em Lisboa, com quatro anos de idade, fingindo ser um boneco de ventríloquo, sentada no colo do pai. Já Mesquitinha, outro comediante importante, é filho da lendária fadista Júlia Mendes. Famosa artista do princípio do século XX, cantada em fados como “Julia Florista” (cantado por Amália Rodrigues) e “Saudades de Julia Mendes” (cantado por Fernanda Batista). Muito jovem Julia faleceu de tuberculose, mas antes entregou a guarda do filho para um amigo ator, que estava partindo em turnê para o Brasil, onde o menino tornou-se uma referência do cinema nacional.

Sobre o autor - Formado em Rádio e TV pela Universidade Metodista de São Paulo, Diego Nunes é pesquisador apaixonado por cinema e se dedica ao tema há anos. Já colaborou com o livro “Star - Marcella Battelini e Il Sogno Americano”, lançado na Itália em 2009 e é também co-autor do livro “Salomé Parísio – O Rouxinol do Norte”. Diretor cultural da Pró-TV, Museu da TV Brasileira, Diego trabalha há quase 10 anos no departamento de arquivo e pesquisa da TV Record.