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Autora: Thais Matarazzo
Prefácio: jornalista Geraldo Nunes
Ilustrações: Camila Giudice



Apresentação
Este livro é uma produção independente, assim como a maioria das minhas obras anteriores, bancadas pela própria autora. Contei, sim, com muitas colaborações: as informações fornecidas pelos entrevistados, matéria prima para a concretização da obra. Sem eles, este volume não existiria, e aos informantes/entrevistados minha eterna gratidão!

São muito dispendiosas todas as etapas de produção de um livro, desde a sua concepção, pesquisa e, finalmente, a impressão. Quando não se tem patrocínio, ação complexa e morosa, o autor faz a sua obra por idealismo. É o que tenho feito desde 1999.

Dentre todos os assuntos que já me propus a pesquisar e a escrever, como história do rádio no Brasil, dos cantores de rádio, do fado e dos artistas da música portuguesa no Brasil, e as boates paulistanas, o taxi dancing foi o mais complicado em todos os aspectos!

Quase não há fontes primárias para investigação histórica e foi complicado encontrar informantes, quando localizados, alguns não falam sobre o assunto (sim, ainda é polêmico!), outros contam boas histórias, e alguns já não estão mais entre nós neste mundo, são pessoas que vivenciaram as décadas de 1930, 40 e 50, e estariam com mais de 85 anos.

Mesmo diante de tantas dificuldades, aqui estão compiladas algumas memórias, informações e fotografias encontradas sobre a era dos taxi dancings nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Ressaltamos que o conteúdo deste volume, não é um estudo completo sobre o tema, conforme já exposto, pela dificuldade da investigação histórica, ficaram diversas lacunas como uma lista completa sobre todos os taxi dancings existentes nas duas cidades focalizadas, de todos os crooners, músicos, demais funcionários das casas, de proprietários, etc., etc.

Excepcionalmente, na capital bandeirante, quase todos os prédios de salões de taxi dancing foram demolidos, isso é comum nos grandes centros urbanos que vivem em constantes mudanças. As cidades crescem e se desenvolvem, criando novos cenários e novas identidades que, muitas vezes, acabam por apagar costumes e tradições. No Rio de Janeiro, conseguimos visitar o antigo salão do Dancing Avenida, foi emocionante para quem vê com os olhos das histórias e das descobertas. Embora grandemente modificado, ali funcionou um dos taxi dancings mais famosos do Brasil.

Os taxi dancings eram ambientes de respeito e conhecidos pela excelente qualidade musical. Os homens só podiam adentrar o salão de terno e gravata. Recebia-se um cartão com 60 marcações, correspondente a 60 minutos a serem picotados de acordo com o número de danças. As taxi-girls ou bailarinas tinham que cumprir uma série de normas. Elas eram remuneradas de acordo com a picotagem do cartão. Deveriam sempre estar à disposição dos clientes. Era praxe o valor das danças serem divididos meio a meio entre a bailarina e a casa, mas esta tratativa podia variar de dancing para dancing. A clientela destas casas era fiel!

Os rapazes iam até os dancings para beber cerveja, conversar, paquerar, ouvir boa música e dançar, é claro! Qualquer tentativa de comportamento impróprio/ousado, o transgressor recebia como corretivo ser colocado para fora do recinto, querendo ou não, era nesta hora que entravam em cena os leões de chácara.

Foi uma época que a dança estava em alta, influenciada pelo cinema e outros meios. A música popular brasileira verdadeiramente floresceu na primeira metade do século XX , revelando compositores, cantores, músicos e muito romance no ar. A música, com licença, a “Sua Majestade, a Música”, era o primeiro elemento, tanto para os salões de dança e bailes, como para o rádio, teatro, cinema, televisão e outros espaços. O músico, naquele momento, era valorizado e trabalho não faltava. Tempos bons quando se tinham grandes orquestras compostas por 30 ou 40 figuras. Atualmente, a coisa inverteu-se, temos muitas apresentações ao vivo, nas quais há somente voz e violão. Uma pobreza e olhe lá!

O casal dançava juntinho ao som de vários ritmos musicais. A partir dos anos 1960, as músicas já não convidavam para a dança a dois, modificou-se tudo, as pessoas dançavam livremente, sem parceiros, como numa coletividade e era uma coreografia livre, sem passos marcados. Estes e outros fatores, fizeram com que a era dos taxi dancings entrasse em decadência e fosse extinta.



TEMAS

O “TAXI DANCING”

“TAXI-GIRLS”

O “TAXI DANCING” EM SÃO PAULO

BIBLIOGRAFIA

ICONOGRAFIA



DADOS TÉCNICOS
TÍTULO:
Giro Noturno: taxi dancings
AUTOR: Thais Matarazzo
EDITORA: Matarazzo
IDIOMA: Português
ENCADERNAÇÃO: Brochura P&B. Papel couchê fosco 90 gr/m².
ILUSTRADO: sim
FORMATO:16 x 23 cm
PÁGINAS: 156
ANO DO COPYRIGHT: 2017
ANO DE EDIÇÃO: 2017
ISBN: 978-85-69167-77-8