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Autor: Thais Matarazzo


APRESENTAÇÃO


Quem será o Regente de Sonhos?
É o destino, o fado de cada ser humano.
Eu acredito que seja assim.

É verdade que uma ação nossa provoca uma reação no universo, e tudo o que plantamos, de bom ou mau, um dia chega a data da colheita.

Ninguém nasce com uma bola de cristal (se bem que gostaríamos, não é mesmo?), e não sabemos como será o dia de amanhã, tudo pode acontecer!

Quero dividir com o leitor algumas passagens que aconteceram na minha trilha literária, algumas engraçadas, outras emocionantes e também tiveram acontecimentos tristes e ingratidões, mas, prefiro não me estender nesses, afinal, o espaço de um livro é tão pequeno e não quero recordar desgostos.

Desde que aprendi a ler e a escrever aos cinco anos de idade, apaixonei-me perdidamente pelos livros e o seu universo sedutor! No meu íntimo, desejava ser escritora. “Quem sabe quando eu crescer também poderei escrever um livro?”, projetava.

“- Não, você não pode. Quem você pensa que é?”, argumentava minha avó paterna, pessoa jactanciosa, que gostava de ficar exaltando as qualidades (???) de seus parentes abastados e ficava-os comparando (em questão de desigualdade) à minha irmã e eu. Atitudes de uma pobreza de espírito total, porém, acontece que tantas vezes essas palavras ditas, e absorvidas por uma criança, deixam traumas. Então, eu acreditava que não estava ao meu alcance ser escritora e nem coisa nenhuma!

Felizmente, não era sempre que essa avó estava por perto. De qualquer maneira, minha imaginação era expansiva, eu gostava ler gibis, obras infantis, ouvir música (de vários gêneros), de criar enredos para estorinhas, desenhava e coloria meus os personagens, enfim, produzia os meus “escritos infantis”.

Sempre apreciei a poesia, o primeiro livro de poemas que li foi um de Mário Quintana e me apaixonei de imediato.

“Em cima do meu telhado,
Pirulin lulin lulin,
Um anjo, todo molhado,
Soluça no seu flautim”

Depois, ganhei uma antologia poética da poetisa e diplomata chilena Gabriela Mistral, que beleza de obra, decorei (e sei até hoje), o “Hino à Árvore”.

“Faze que ao longo dos estágios
da vida, no prazer, na dor,
minha alma assuma um invariado
e universal gesto de amor”


E o tempo foi passando, eu cresci e percebi que poderia sim realizar o meu acalantado desejo; talento e garra eu possuo. As possibilidades eram pequenas, pois eu sabia que precisaria de um patrocínio para editar um livro ou pagar do próprio bolso. Nunca me fiz de rogada e fui à luta. Consegui, sempre contei com o auxílio de anjos da guarda e dos meus pais.

Em 1999 iniciei minhas pesquisas acerca dos cantores do rádio brasileiros, a história do rádio em sua fase artística, são temas que despertaram a minha curiosidade e atenção, produzi vários volumes sobre o assunto. Depois, passei a escrever crônicas e dilatar as minhas investigações históricas para outras áreas. Até que recentemente comecei a produzir contos, na verdade, misturando pesquisa histórica com toques de ficção. Então, devo dizer que um escritor está sempre descobrindo novas possibilidades dentro da literatura e temos que estarmos abertos para o novo. Ser flexível é imprescindível.

Logicamente, que com um bom de material de pesquisa compilado, eu cobiçava editar um livro, mas não foi fácil. Sem provisão monetária e falta de compreensão de como funcionava o mercado literário, esse desejo só foi concretizado em 2011, discorrido 12 anos. Conto essa passagem em duas crônicas a seguir. Parecia que eu nunca tinha chance, somente os outros. Às vezes, desanimava, confesso; entretanto, nunca desisti, prossegui com as minhas pesquisas, produzi várias monografias, criei blogs na internet e os alimentava com entrevistas, artigos, crônicas e poemas. Tudo serviu de experiência, e o mais importante, me ajudou a formar público. E segui sem perceber que cada sementinha plantada um dia iria germinar no porvir.

Na estrada literária tive muitas vitórias e alegrias, igualmente, vivenciei decepções. Mas, eu possuo dentro do meu peito uma força arejada que me empurra para frente, não sou de ficar chorando e curtindo as tristezas. A vida avança para frente e com velocidade!

Acredito que todos somos capazes de superar situações e seguir adiante quando há comprometimento, criatividade, idoneidade e coragem.

Aqui estão ocasiões marcantes das memórias desta escriba paulistana de 36 anos, que ama o seu trabalho: de escritora independente, conseguiu, após muita batalha e fé, abrir a sua própria editora - com o acumulo de experiências, senti-me preparada para iniciar o meu próprio empreendimento e enfrentar novos desafios, é o que venho vivenciando no cotidiano, não me arrependo de nada.

Aprecio vários autores, mas nunca quis seguir o estilo de nenhum, pois, tenho a minha própria personalidade e prática, algo que descobri ao produzir os meus escritos. Possuo um espírito livre. Sou tal e qual como o pardal desta quadra do poeta popular português Antonio Aleixo:

“Quem canta por conta sua
Quer ser, com muita razão,
Antes pardal, cá na rua,
Que rouxinol na prisão”.

O importante sempre é acreditarmos em nós mesmos, nos nossos ideais, nos amarmos, respeitarmos as pessoas e seus trabalhos, e não darmos ouvidos a comentários e desatinos de pessoas maldosas e frustradas. Saiba peneirar críticas, oportunidades e amigos. Inspire-se em projetos que possam agregar algo positivo para a sua vida e nunca perca a esperança, porque nunca sabemos o que o Regente de Sonhos nos reserva para o futuro.

Boa leitura!

Thais Matarazzo
Paulistana, jornalista, escritora, palestrante, organizadora das antologias da Editora Matarazzo. Tem 22 livros publicados no Brasil e em Portugal.


DADOS TÉCNICOS
TÍTULO:
Regente de Sonhos
AUTOR: Thais Matarazzo
EDITORA: Matarazzo
IDIOMA: Português
ENCADERNAÇÃO: Brochura color. Papel papel cuchê 90 gr/m².
ILUSTRADO: sim
FORMATO: 14 x 14 cm
PÁGINAS: 76
ANO DO COPYRIGHT: 2018
ANO DE EDIÇÃO: 2018
ISBN: 978-85-7124-008-7